A frase do título da postagem tem sido dita por mim meio que constantemente nos últimos dias. O motivo? Pessoas têm procurado me influenciar a agir ou pensar de acordo com o que elas imaginam ser "melhor" pra mim. Preocupados comigo? Pode ser que sim, pode ser que não. Gostaria muito de perceber que a tentativa de influência fosse feita com boas intenções. Gostaria. Mesmo que o intento não seja dos melhores, eu não me incomodo com isso. Gosto de receber "sugestões" para "ver a vida com outros olhos". Na verdade eu gosto até demais (me faz perceber como os outros veem a vida). A única coisa que começa a me tirar do sério é quando eu noto que essa persuasão passa dos limites.
Há quem comente algo e perceba que não vai adiantar muito, mas nota que eu estou respeitando o seu direito de expor o seu ponto de vista. É ótimo quando isso acontece (conversas com pessoas maduras). Adoro esse tipo de diálogo. Tenho vários amigos que são assim e que até brincam com o fato de eu entender a posição deles e até mesmo perceber que seria melhor seguir o pensamento que eles estão apresentando, mas que eu não quero acompanhar a linha de raciocínio deles. Respeito e entendo, mas não quero que seja padrão para mim. Porém, infelizmente, há quem não entenda que eu não tenho que acompanhar o modo de pensar da maioria. Caímos aqui numa frase que eu sempre repito nessas horas: "Não é porque todos fazem e são, que eu tenho que fazer e ser também.".
Não quero ser e nem sou "Maria vai com as outras". Nunca almejei este "status". Gosto sim de pedir opiniões dos meus amigos sobre determinados assuntos, mas há soluções que eles me apresentam que fogem do meu padrão de aceitação para atitudes racionais e humanas. Bitolado? Quadrado? Não! Apenas ainda tenho alguns valores que decidi não mudar. Já mudei muita coisa, aprendi demais com pessoas maravilhosas, mas não é porque são pessoas ótimas que eu vou aplaudir todas as opiniões e decisões delas. Sei respeitar; não acatar. O que muita gente precisa aprender a fazer também.
Como diz Shakespeare, "Aceite o conselho dos outros, mas nunca desista da sua própria opinião". Não entendo essa frase como alguém que não quer dar ouvido aos demais e quer seguir sem estar aberto a mudanças. Não desisto da minha opinião porque entendo que, algumas vezes, é melhor dar-me ouvidos. Isso também não quer dizer que eu só converse com quem não tem conteúdo. Na verdade, os assuntos mais complexos só são discutidos com pessoas que eu sei que possuem bagagem para me ouvir e, quem sabe, ajudar-me a chegar onde eu quero ou onde seja melhor para mim.
Eu não quero e não vou viver para agradar a quem quer que seja. Perdoe-me quem achava que eu fazia, faria ou faço isso. Engano seu. SE eu agrado alguém com o meu jeito, ótimo. SE eu não agrado, infelizmente não há muito o que se fazer. O tempo de tentar ser agradável para todos já se foi. Assumir uma identidade própria é algo que eu percebi que teria quer ter feito há muito tempo. É o que estou fazendo.
Tem mais?
Tem. Mas eu não quero dizer quando.
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